Capítulo 2. Café da manhã
Capítulo 2. Café da manhã
A claridade que adentrou o vidro da janela foi insistente, alcançando seu fronte e não permitindo que você continuasse a dormir. Já eram 06:00h da manhã. Você abre os olhos e não demora a perceber em que situação se encontrava: deitada nua sobre o corpo másculo de Getō, com o braço dele pousado sobre suas costas, que estava coberta com uma manta de tom bege que você costumava manter no sofá. Passa uma das mãos sobre os olhos, esfregando levemente as pálpebras fechadas, tentando enxergar melhor. Levanta o rosto e admira o semblante acima do seu: o rosto bonito de Getō era marcado por curvas rígidas no maxilar e queixo fino; as sobrancelhas finas harmonizavam com os olhos alongados e estreitos; e os lábios finos se desenhavam discretos no rosto, revelado sua amplitude apenas quando ele sorria. ‘É atraente de tantas formas..’, você pensa soltando um leve suspiro. Sorri em seguida lembrando da noite anterior. Estar com Getō fazia você se sentir ansiosa, acalentada, mas também eufórica e excitada. Queria aqueles momentos eternizados em seu coração.
Saindo do devaneio de pensamentos, você se levanta, tomando um pouco de cuidado para não acordar Getō, mesmo ciente de que o sono dele costuma ser mais pesado que o seu. Você o cobre com a manta, não deixando de passar a língua nos lábios ressecados pelos segundos que fica admirando o corpo de seu namorado por completo. Alonga um pouco o próprio corpo e, antes de ir para o banheiro, aproveita para recolher suas roupas espalhadas pelo chão, assim como a embalagem e o preservativo usado.
Você escova os dentes e toma um agradável banho, lavando os cabelos e usando sua colônia fresca de pitanga (sua predileta), antes de colocar um vestido simples preto de uso no dia a dia. Já no quarto, você seca os cabelos e troca as costumeiras tranças por um firme coque no alto da cabeça, deixando escapar apenas duas mechas que pendiam na frente do rosto.
Já eram 07h00 quando você segue para a cozinha e começa a separar ingredientes para preparar o café da manhã. Separa maçãs e uvas, já higienizadas, que mantinha na geladeira e as coloca em uma pequena tigela; alguns ovos, um pequeno bolo de canela e uma geléia de morango. Você pega um bule no armário suspenso e o enche de água para preparar café, além de um pacote com alguns pães “amanhecidos” que usaria para fazer torradas. Em pouco mais de 20 minutos você já havia finalizado os preparativos, já adiantando para desbastar parte da louça evitando que se acumulasse, coisa que você detestava.
Uma sombra se pronuncia ao seu lado e antes de você virar o rosto completamente para olhar, sente os lábios macios de Getō depositar um beijo rápido e estalado em sua bochecha, usando uma das mãos para tocar seu rosto enquanto o fazia.
– Bom dia! - a frase animada dele, acompanhada por um sorriso, saiu como uma carícia pela proximidade da voz com a sua orelha.
– Bom dia Sugutō.. - você responde retribuindo o sorriso.
– O cheirinho do seu café me despertou.. - ele comenta aproveitando para olhar para a bancada e pia, notando o que você tinha preparado.
– Que bom.. mas antes: banho! - você brinca fazendo um movimento com o rosto indicando a parte interna da casa.
– O..K.. - ele responde enquanto se distancia e dá as costas para você, caminhando corredor adentro, somente vestindo a calça e segurando a camisa do uniforme nas mãos.
Você sorri e termina de fazer o que começou. Enquanto espera por Getō, você come uma maçã e vai até a sala abrir as cortinas, deixando a claridade tomar conta do espaço completamente. Não demora muito para Getō surgir, agora vestindo um short e camiseta - ambos na cor preta - e refeito seu usual coque nos cabelos. Você caminha até ele, que coloca as mãos sobre sua cintura e se inclina até seus rostos se encararem, depositando um selinho em seus lábios.
– Vamos comer? - você sugere.
– Na verdade, quero um aperitivo antes, Jun... - a fala dele veio acompanhando as costas do dedo indicador que deslizaram da sua bochecha até o queixo.
– … Que aperitivo? - você parece confusa, até então sem entender o que ele queria dizer, e tomando cuidado para não se perder com o toque caloroso dele em sua pele.
Getō então te ergue pela cintura e te senta sobre a parte vazia do balcão. Você fica um tanto atônita e sente leves cócegas no ventre ao imaginar que Getō estivesse se referindo a beijos e amassos. Já se preparava para erguer os braços e repousá-los sobre os ombros dele, quando percebe ele afastar o tronco enquanto sorri misterioso. As mãos dele agora estavam cada uma sobre seus joelhos, acariciando sua pele e subindo por baixo do vestido, alcançando suas coxas. Você sentiu o corpo esquentar, incapaz de resistir ao toque das mãos grandes de Getō. Você o acompanhou com o olhar enquanto ele se colocava agachado entre suas pernas ligeiramente abertas. Em seus 1,90m mesmo naquela posição, o rosto dele ainda ficava na direção do seu tórax, o que o fez colocar as mãos por baixo dos seus joelhos e puxar seu corpo para frente e depois erguer suas coxas, fazendo você reclinar o corpo para trás e apoiar os cotovelos na bancada.
Seu semblante era de um misto de espanto com excitação, e Getō olha atentamente para você quando começa a trilhar pequenos beijos que se iniciam no seu joelho e seguem pela parte interna de suas coxas; vão se tornando cada vez mais marcados, os lábios de Getō friccionando em sua pele. O calor daquela boca arrepia sua pele e você tem certeza que a essa altura já está molhada.
Getō alcança a parte mais interna das suas pernas e está com o rosto bem próximo do seu sexo, o que faz você contrair o abdômen numa espera silenciosa. Ele então esfrega lentamente a ponta de seu fino nariz sobre sua calcinha de renda branca, bem na fenda, percorrendo do seu clítoris e descendo a marcação que destacava os pequenos lábios do seu sexo, enquanto a cheira. Você sente o coração acelerar, passa a língua pelo lábio superior desejosa do que estava por vir.
Getō num movimento rápido e delicado mordisca seu clítoris sob o fino tecido da calcinha.
– Aaarhnn.. - você deixa escapar um gemido rouco.
Você percebe o sorriso de Getō aparecer na curva da sua virilha. ‘O safado está amando me ver assim!’, pensou consigo. As mãos dele que seguravam por baixo dos seus joelhos, deslizaram até sua calcinha enquanto ele mexia os ombros, fazendo suas pernas ficarem apoiadas sobre ele. Getō rasga a sua calcinha bem no meio, revelando apenas sua intimidade, os olhos sérios passeiam admirando-a, te deixando constrangida e com um calor se apoderando de você. Os lábios dele começam a roçar sobre seu sexo, a ponta de sua língua passando pelos grandes e pequenos lábios, os dentes mordiscando causando leve ardência. Num gesto involuntário, você move o quadril um pouco para frente, de encontro ao rosto de Getō. Ele olha para você com intensidade, começa a passar a ponta da língua ao redor do seu clítoris que fica cada vez mais rijo. Sem desviar o olhar do dele, você relaxa e vai deixando escapar gemidos baixinhos.
Getō intercala o toque da língua com sugadas, pressionando levemente os lábios ao redor do seu clítoris. Ele desliza a língua alcançando a entrada do seu ponto mais íntimo e chupa sua lubrificação, em seguida volta com os lábios ainda mais úmidos para o seu clítoris, repetindo os movimentos e aumentando a intensidade conforme seus gemidos aumentavam.
– Ooonnnhh… Su… Sug… tō.. aannhh.. - sua voz falha entre os gemidos e respiração.
Getō continua com os movimentos enquanto você se perde no maravilhoso frenesi que aquela boca lhe proporciona, desligada da noção de tempo e espaço. Seu quadril começa a esfregar sobre a bancada, pressionando a boca de Getō, que corresponde não parando as carícias. Você sente o orgasmo chegar, mas antes de conseguir abrir a boca e anunciar, sente uma pequena descarga elétrica percorrer seu corpo a partir do seu clítoris que naquele instante estava sendo sugado e mantido pressionado pelos lábios de Getō. Você goza, se desmanchando na boca do homem entre suas pernas, arfando e gemendo.
Getō não perde tempo e começa a beber seu precioso orgasmo percorrendo toda a boca em seu sexo sensível. ‘Oh droga.. assim vou ficar novamente excitada’, você pensa ao sentir aquela boca faminta, ainda com os olhos fechados tentando se recompor. Depois de terminar ele afasta o rosto e sorri sensual olhando sua condição. Delicadamente abaixa cada uma de suas pernas, trêmulas naquele momento, depositando um beijo na parte interna de cada coxa sua. Ele envolve sua cintura e a ajuda a sentar melhor posicionada sobre a bancada. O movimento faz o rosto dele ficar cada vez mais próximo do seu e, excitada como estava, você entreabre os lábios esperando o beijo dele, porém vê Getō sorrir e se afastar delicadamente, soltando seu corpo. Você fica perdida e segue o movimento dele erguendo um dos braços para tentar alcançar seu ombro, mas já é tarde.
– Hamham… - ele expressa balançando a cabeça em negativa e passa a língua devagar ao redor dos lábios enquanto lança um olhar travesso e sensual para você: – Esse aperitivo delicioso é só meu..
Você fica aturdida e faz beicinho se sentindo em desvantagem. Getō senta em uma das cadeiras próximas do balcão e fala com doçura:
– Vem, pequena. Vamos tomar café. - pega um pedaço de bolo e leva à boca.

